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3 símbolos da arquitetura contemporânea na Invicta

“A escola do Porto” é uma das mais importantes correntes de arquitetura contemporânea em Portugal. A ela estão associados nomes como Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, ambos galardoados com o Prémio Pritzker - o “Nobel da Arquitetura”.

Não é por isso de estranhar que a arquitetura seja mais uma das razões para visitar o Porto. Escolhemos 3 edifícios que são hoje símbolos arquitetónicos da cidade e que valem uma observação mais atenta.

 

Casa da Música

Quem gosta de arquitetura, especialmente de arquitetura moderna, não pode deixar de visitar a Casa da Música, desenhada por Rem Koolhas. O edifício, com a sua forma de diamante, não nos passa despercebido ao circular na rotunda da Boavista e os seus espaços exteriores estão cheios de jovens, numa dinâmica urbana que é própria de todo o Porto.

Entramos pela grande escadaria e aguardamos a visita guiada no foyer que, quando comparado a edifícios semelhantes, é bastante modesto. Percebemos, mais tarde, que esta característica se prende com o facto de a peça central do edifício ser o auditório principal e que todos os restantes espaços são um contínuo de salas, plataformas, escadas e elevadores em torno desta.

A Sala Suggia é, de facto, uma obra-prima. Em tributo a Guilhermina Suggia, esta sala é mundialmente reconhecida pelas suas qualidades acústicas - do revestimento a pinho nórdico, ao tecido de veludo das cadeiras, que pretende simular uma plateia cheia, nada foi deixado ao acaso.

Depois de vermos o ‘coração’ da Casa, visitamos todas as outras salas que se desenvolvem em seu redor e é incrível o detalhe com que cada uma é tratada. Na sala VIP podemos ver réplicas, pintadas à mão, de vários painéis da azulejaria portuguesa, num gesto que pretende estabelecer a ligação entre ceramistas, oleiros e pintores de Portugal e da Holanda. Seguimos para o segundo auditório onde as qualidades acústicas são novamente sublinhadas, passamos o transparente bar suspenso e acabamos a visita, depois de passar pelas estimulantes salas de função educativa, num espaço informal, com azulejos tradicionais que brincam com a nossa perspetiva.

Ainda que, por vezes, seja um pouco labiríntica, quando visitamos a Casa da Música é-nos proporcionada uma sensação inexplicável: é a beleza do corpo a fluir pelos espaços criados ao detalhe pelo arquiteto.

 

Casa da Arquitetura

A chegar ao portão reparamos nos azulejos ‘Real Vinícola’ que nos lembram que, anteriormente, estes terrenos e edifícios, agora recuperados e adaptados, integraram a antiga instalação fabril. Ao entrar, um volume de betão diz-nos que estamos na Casa da Arquitetura e éste bloco - que nos convida a entrar por uma pequena porta - que nos leva ao foyer, que tem como pano de fundo, um mar de maquetes. Daí dirigimo-nos à sala de exposições. Ao longo do percurso, pequenos rasgos circulares no betão vão-nos mostrando os edifícios exteriores.

Visitamos a exposição Infinito Vão - uma mostra cronológica de diversos pontos importantes da arquitetura brasileira, num percurso linear de alguns metros de comprimento, que é pontuado pelos deliciosos sons da música brasileira. A exposição está patente até 28 de Abril de 2019.

Voltamos ao pátio. Sente-se, nesta reabilitação, o respeito pelo domínio que a Natureza e o tempo foram impondo aos edifícios - sentimos que a ruína já foi presença e que os edifícios deixaram a Natureza entrar. A recuperação manteve as árvores no interior dos edifícios, abrindo pátios. Na mesma lógica, toda a volumetria exterior tem agora vida, o desenho das asnas de madeira foi mantido e as carpintarias recuperadas.

Dica Cool: a Casa organiza ainda visitas a símbolos da arquitetura portuguesa, como a Casa de Chá e a Piscina de Marés de Álvaro Siza Vieira.

 

Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões

Aproveitamos as visitas guiadas de domingo para aceder a este edifício que é já um ícone na paisagem arquitetónica da marginal de Matosinhos.

À medida que nos aproximamos, apercebemo-nos do seu revestimento curioso. Todo o edifício é coberto por peças cerâmicas - estas foram desenvolvidas exclusivamente pela Vista Alegre, com o propósito de se adaptarem às paredes curvas do edifício - ótimas para sobreviver à erosão marítima e aos ventos do Norte (e que poderíamos metaforicamente associar às escamas de um peixe).

O edifício é o ponto de encontro de três braços: o que vem dos barcos e traz os visitantes a terra, o que se estende desde o molhe sul e o que nos leva até à cidade.

Ao entrar no Piso 0 percebemos que luz zenital ilumina todo o edifício e é-nos dito que, ao final do dia, o interior é pintado de dourado pela luz do sol a pôr-se. Continuamos a vista e, à medida que subimos, são-nos explicadas as funções de cada piso: no piso 0, a receção; no primeiro andar, um espaço exclusivamente dedicado aos cruzeiros (embarque e desembarque); no piso 2, a zona dedicada à produção científica; no piso 3, espaços dedicados à realização de eventos, com restaurante e auditório.

A visita culmina no auditório exterior, com uma vista a todo o redor, para o porto de Leixões e para a praia de Matosinhos.

 

Sobre a Ana Neto

Alma inquieta, com permanente sede porconhecer novos lugares e na procura de viver como um local por cada sítio que passa. Exploradora, adepta do optimismo e da criatividade. Partilha as histórias que capta por este mundo fora, através do Instagram e da página de Facebook,  Ana having fun.

 

 

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